MANAUS, 1990arquivo da campanha5 de janeiro de 1975 às 01:00
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Cronologia

Conceitorascunho

atualizado em 2026-08-31

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Cronologia

Linha do tempo de trabalho, do rio batizado até o ano da campanha. Cada linha vem marcada: (real) é história do Brasil e da região, (canon) é ficção decidida deste mundo, (proposta) ainda não é nada.

O ano da campanha é 1990.

Antes do Hotel

Ano
1542 (real) A expedição de Orellana desce o rio inteiro. O cronista descreve o combate com mulheres guerreiras, e o rio ganha o nome de um mito grego. Ver O nome.
1669 (real) Portugal levanta o forte na barra do rio Negro, semente de Manaus.
1848 (real) O povoado vira cidade. Em 1856 passa a se chamar Manáos.
1865 (real) José de Alencar publica Iracema.
1867 (real) O Amazonas é aberto à navegação internacional. Começa a chegar gente de fora em quantidade.
1877 (real) A seca do Ceará empurra a primeira grande leva de nordestinos para os seringais.
1877 (canon) Um barco de linha afunda no rio Negro em noite de tempo bom, sem pedra e sem vento. O inquérito escreve naufrágio, a cidade esquece em uma semana, e um sobrevivente não esquece.

Fundação e dinheiro, 1888 a 1912

Onze anos depois do naufrágio, o sobrevivente tinha dinheiro, biblioteca e uma resposta.

Ano
1888 (canon) O Branco funda Amazônia em Manaus. As quatro regras são escritas no primeiro ano.
1888 (canon) O Branco constrói a Prensa e cunha a primeira Iracema no mesmo ano da fundação.
1888 (real) Assinada a Lei Áurea.
1889 (real) Proclamação da República, um ano e sete meses depois da fundação do Hotel.
1890 (real) O Código Penal da República criminaliza a capoeira.
1890s (canon) A cunhagem vira volume, com ouro comprado com dinheiro de borracha.
1896 (real) Inauguração do Teatro Amazonas, no último dia do ano.
1899 (real) Manaus ganha bonde elétrico.
1902 a 1907 (real) Construção do porto flutuante por companhia inglesa.
1907 a 1912 (real) Obras da ferrovia Madeira-Mamoré, com mortandade de trabalhadores.
1912 (real) A borracha asiática derruba o preço. O ciclo acaba. Ver Ciclo da borracha.

Os anos magros, 1912 a 1942

Manaus quebrou e o Amazônia comprou os escombros. É a fase em que a instituição deixa de ser discreta por gosto e passa a ser discreta por método.

  • 1913 em diante (canon): o Hotel compra imóvel, arquivo e dívida de gente que precisa vender. Quase tudo que o Amazônia tem no Centro em 1990 vem daqui.
  • 1918 (real): a gripe espanhola chega ao Brasil e mata muito em cidade de porto.
  • 1918 (canon): o ano em que O Branco para de assinar documento e de despachar processo. Continua no prédio e continua conhecido de todo mundo que trabalha ali; só larga o papel. Ver O Branco, material de mestre.

Guerra, estrada e enclave, 1942 a 1988

Ano
1942 a 1945 (real) Batalha da Borracha. Dezenas de milhares de nordestinos são mandados aos seringais.
1942 a 1945 (canon) Segunda expansão do Amazônia. A rede de sedes fora do Norte cresce nesses anos.
1952 (real) Criação do INPA, em Manaus.
1964 a 1985 (real) Ditadura militar.
1967 (real) Decreto-Lei 288 cria a Zona Franca de Manaus.
1967 (canon) O arquivo abre uma gaveta nova, de coisa que chega por carga e não por rio. Ela nunca parou de crescer.
1977 (real) A BR-174 é aberta ligando Manaus a Boa Vista, cortando território Waimiri-Atroari.
1979 (real) Lei da Anistia.
1980 (real) Corrida do ouro em Serra Pelada. A década inteira é de garimpo.
1985 a 1989 (real) Construção e enchimento da usina de Balbina.
1985 (real) Fim do regime militar.
1988 (real) Nova Constituição. Tocantins é criado; Roraima e Amapá deixam de ser territórios e viram estados.
1988 (real) Chico Mendes é assassinado em dezembro, no Acre.

O ano da campanha

1990.

  • Janeiro e fevereiro: cheia começando, ano eleitoral, inflação alta.
  • 15 e 16 de março (real): posse do novo presidente e plano econômico. Troca de moeda e bloqueio dos depósitos da poupança.
  • Março (real): o Teatro Amazonas reabre restaurado.
  • Março (canon): o Amazônia conclui a instalação das três sedes que a Constituição de 1988 obrigou a abrir. O Gerente de Manaus não comparece a nenhuma das inaugurações.
  • Junho (real): Copa do Mundo na Itália. Festival dos bois em Parintins.
  • O ano inteiro (real): a abertura das importações começa a atingir a Zona Franca, e demissão em massa vira assunto semanal em Manaus.
  • O ano inteiro (canon): o Quadro fica mais cheio do que o normal, e a recepção não comenta o motivo.