Criaturas Sobrenaturais
Conceitocanon
atualizado em 2026-08-31
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Criaturas Sobrenaturais
Corpo emprestado com o Paranormal por dentro. É o que um culto ergue quando precisa de uma arma que não é gente: pega um ser vivo e usa energia paranormal para deformar aquele corpo numa forma nova, com fome nova e obediência a quem fez o trabalho.
Não confundir com Tocado pelo Paranormal. O Tocado continua sendo ele mesmo, com uma habilidade a mais e um preço a pagar. A Criatura Sobrenatural é o contrário: o corpo original desaparece atrás da forma nova enquanto ela dura, e quem olha não vê Fulano com poder, vê carniçal, vê morcego gigante, vê zumbi. Também não confundir com entidade "daqui" como Curupira ou Cobra Grande, que nasceram deste mundo e não precisam de ninguém para existir. Ver Regras do sobrenatural.
Toda criatura precisa de um hospedeiro
Regra sem exceção conhecida no arquivo: nenhuma Criatura Sobrenatural existe sem um corpo vivo por baixo da forma. O culto pega um ser vivo, o hospedeiro, e o Paranormal ocupa aquele corpo por cima, moldando carne, dentes e tamanho conforme o que a forma pede.
O hospedeiro tem que combinar com a forma. Um carniçal usa hospedeiro humano. Um zumbi usa hospedeiro humano. Um morcego gigante humanoide aceita hospedeiro humano ou hospedeiro morcego, porque a forma dele tem as duas raízes.
- Regra geral. O hospedeiro precisa vir de uma espécie que já exista na forma final, ainda que só em traço. É o que decide o hospedeiro de qualquer criatura nova que a mesa inventar.
Por que existe hospedeiro
Se a Criatura Sobrenatural morresse do jeito que um bicho morre, deixando corpo, o trabalho do Amazônia seria simples: mata o carniçal, embrulha o corpo, leva para a delegacia, prova feita. Não funciona assim, e o motivo é o Véu.
Quando a forma paranormal morre, ela não deixa cadáver. Se desfaz em energia, e o que sobra no lugar é o hospedeiro, vivo, com o corpo de volta ao normal e sem lembrança clara do que fez enquanto a forma esteve por cima. É o Véu protegendo a criação do lado que ele serve: sem corpo de monstro, não existe prova que atravesse audiência nenhuma, e a mesma regra que zera fita e laudo (ver "o que não existe: prova pública" em Regras do sobrenatural) zera também o cadáver.
Isso pesa dos dois lados. Para o Amazônia, quer dizer que matar a forma nunca fecha o caso: o que sobra é uma vítima solta, viva, sem saber de nada, e um culto que continua livre para sequestrar de novo. Para o culto, quer dizer que a fonte não se compra fácil: cada carniçal, cada zumbi, cada morcego gigante custa um sequestro de gente ou de bicho, feito e sustentado, porque a energia não usa corpo emprestado nenhum. Exige um vivo, e vivo tem que ser tomado de alguém.
A energia que se solta na hora da morte não some de uma vez, e por um instante que pode durar até 12h dá para colher. É uma das fontes que O Branco usa para sintetizar Essência. Ver Rituais Paranormais.
Como o hospedeiro fica depois
O hospedeiro some do próprio corpo enquanto a forma dura, sem controlar nada e sem sentir o tempo passar, e volta a si no momento em que a forma se desfaz, geralmente ferido, faminto, com dias que não consegue explicar e com o último lugar lembrado sendo onde foi sequestrado. É gancho de investigação pronto: pessoa some, reaparece dias depois sem memória, some de novo na próxima lua nova.
Exemplos de criaturas
- Carniçal. Hospedeiro humano. Corpo que já não sente dor nem cansaço, fome que só carne crua satisfaz, unha e dente crescidos para isso. É o recurso de culto pobre, porque um único sequestro rende uma arma que aguenta ferimento que mataria três homens.
- Zumbi. Hospedeiro humano. Sem a fome do carniçal e sem velocidade nenhuma, mas não para, não negocia e não sente medo. Culto usa em bloco: um zumbi sozinho é fácil de escapar, dez cercam um quarteirão.
- Morcego gigante humanoide. Hospedeiro humano ou morcego. Voa, ouve no escuro melhor do que enxerga, e é a única forma da lista que atravessa a cidade sem precisar de rua.
- Piranha-gente. Hospedeiro humano ou cardume de piranha. Forma anfíbia que não sai da água além da cintura e puxa para dentro quem chega perto da margem. Bom gancho para porto e balneário.
- Boi-de-fogo. Hospedeiro humano ou boi. Casco e chifre em brasa, usado por culto do interior contra fazenda que atrapalha um rasgo. Referência direta ao boi-bumbá, virado do avesso.
- Aranha-mãe. Hospedeiro humano ou aranha caranguejeira. Oito membros, teia que gruda em pedra e madeira, forma discreta demais para uso em massa. Boa para vigiar um alvo só, não para atacar em grupo.
Onde isso vira regra de jogo
Em lugar nenhum, por enquanto. Statblock e regra de combate ficam para sistema/, junto do resto do que está adiado. Ver TODO.md.
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